quinta-feira, 23 de abril de 2009

De onde viemos?

Aqui trago uma possibilidade lógica para uma das mais aclamadas perguntas:

"Viemos de nossa consciência"

O conceito de existência é totalmente abstrato e requer reflexão e pensamento condicionais para existir. O que realmente existe é a consciência da existência, e a consciência da existência existe desde que criamos ela (Nós existimos assim que começamos a pensar que existimos, os animais, pedras e árvores existem e talvez elas tenham existido a muito mais tempo, mas na verdade nós que refletimos sobre a essência dos mesmos e lhes atribuímos existência). Alguns tentam criar uma linha cronológica para justificar de onde viemos, em que algum grande evento fez com que tudo surgisse, porém este conceito é errôneo porque faz com que apareça outra questão: Qual outro evento pôs este evento lá?
Essa forma de pensamento repetitiva existe justamente por outro fator abstrato: O tempo.

O tempo é puramente psicológico, assim como a existência ou a consciência da existência. Vale salientar que hoje em dia ainda existem culturas que não possuem o conceito de tempo e existência. Uma das maiores provas de que o tempo é psicológico foi um experimento que li em um livro a alguns anos atrás: Uma mulher foi mantida em um ambiente iluminado artificialmente e sem nenhum relógio por seis meses. Quando ela saiu, ela alegou que havia passado muito mais tempo do que o tempo que ela foi mantida e seus ciclos corporais estavam totalmente alterados.

O tempo foi criado com base em observações astrônomicas e funciona da seguinte forma:

O planeta gira em torno do sol descrevendo uma órbita elíptica, e gira em torno de si mesmo. O movimento em torno de si mesmo cria o dia, o movimento em torno do sol cria o ano. Por ser elíptico, em alguns pontos da órbita a terra está mais próxima do sol, e em outras mais longe, criam-se períodos mais frios ou mais quentes. Outra coisa a se considerar é o ângulo de inclinação da terra e sua forma geóide. Isso faz com que a luz do sol não seja distribuída uniformemente por toda a terra. Por ser um período extenso, algumas plantas se adaptam de formas diferentes a cada um destes períodos de mudança de temperatura e distribuição de luz, em alguns períodos elas frutificam, em outros dão flores ou até mesmo perdem todas as suas folhas.

O tempo que o ser humano percebeu foi justamente este. Note que em um ambiente com temperatura e luz hipoteticamente estável, as plantas e outros seres podem apresentar somente uma forma "comportamental" e se o ser humano estivesse incluído nesse ambiente hipotéticamente estável, ele nunca refletiria sobre o tempo. O que torna o tempo um conceito abstrato, subjetivo e baseado apenas nesses poucos detalhes perceptíveis. Outro fator que nos faz pensar no tempo é o Senescimento, ou seja, o lento acúmulo de características degenerativas que levam, inexoravelmente, à morte. O então a deterioração progressiva da quase totalidade das funções do organismo durante do tempo. O porque de nosso senescimento, até então não é conhecido, mas sabe-se que as bacterias não senescem, ou seja, elas não morrem de morte natural, vale lembrar que isso não inclui falta de alimentos, ataques de predadores, acidentes, doenças, por um ambiente hostil ou alguma outra causa externa. Vale refletir se elas poderiam ter alguma noção de tempo no ambiente hipotético proposto neste texto.

Um comentário:

  1. O tempo psicológico, além de se dá pelos fatores que você citou e dentre eles os que determinam respostas biológicas às referências de tempo que adotamos, se dá pela capacidade de memorizar, elucidar tais memórias e transmití-las às novas gerações. Acho um fator importante e por tanto de merecida citação.

    Atenciosamente,

    Raphaella Gonçalves.

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