Aqui trago uma possibilidade lógica para uma das mais aclamadas perguntas:
"Viemos de nossa consciência"
O conceito de existência é totalmente abstrato e requer reflexão e pensamento condicionais para existir. O que realmente existe é a consciência da existência, e a consciência da existência existe desde que criamos ela (Nós existimos assim que começamos a pensar que existimos, os animais, pedras e árvores existem e talvez elas tenham existido a muito mais tempo, mas na verdade nós que refletimos sobre a essência dos mesmos e lhes atribuímos existência). Alguns tentam criar uma linha cronológica para justificar de onde viemos, em que algum grande evento fez com que tudo surgisse, porém este conceito é errôneo porque faz com que apareça outra questão: Qual outro evento pôs este evento lá?
Essa forma de pensamento repetitiva existe justamente por outro fator abstrato: O tempo.
O tempo é puramente psicológico, assim como a existência ou a consciência da existência. Vale salientar que hoje em dia ainda existem culturas que não possuem o conceito de tempo e existência. Uma das maiores provas de que o tempo é psicológico foi um experimento que li em um livro a alguns anos atrás: Uma mulher foi mantida em um ambiente iluminado artificialmente e sem nenhum relógio por seis meses. Quando ela saiu, ela alegou que havia passado muito mais tempo do que o tempo que ela foi mantida e seus ciclos corporais estavam totalmente alterados.
O tempo foi criado com base em observações astrônomicas e funciona da seguinte forma:
O planeta gira em torno do sol descrevendo uma órbita elíptica, e gira em torno de si mesmo. O movimento em torno de si mesmo cria o dia, o movimento em torno do sol cria o ano. Por ser elíptico, em alguns pontos da órbita a terra está mais próxima do sol, e em outras mais longe, criam-se períodos mais frios ou mais quentes. Outra coisa a se considerar é o ângulo de inclinação da terra e sua forma geóide. Isso faz com que a luz do sol não seja distribuída uniformemente por toda a terra. Por ser um período extenso, algumas plantas se adaptam de formas diferentes a cada um destes períodos de mudança de temperatura e distribuição de luz, em alguns períodos elas frutificam, em outros dão flores ou até mesmo perdem todas as suas folhas.
O tempo que o ser humano percebeu foi justamente este. Note que em um ambiente com temperatura e luz hipoteticamente estável, as plantas e outros seres podem apresentar somente uma forma "comportamental" e se o ser humano estivesse incluído nesse ambiente hipotéticamente estável, ele nunca refletiria sobre o tempo. O que torna o tempo um conceito abstrato, subjetivo e baseado apenas nesses poucos detalhes perceptíveis. Outro fator que nos faz pensar no tempo é o Senescimento, ou seja, o lento acúmulo de características degenerativas que levam, inexoravelmente, à morte. O então a deterioração progressiva da quase totalidade das funções do organismo durante do tempo. O porque de nosso senescimento, até então não é conhecido, mas sabe-se que as bacterias não senescem, ou seja, elas não morrem de morte natural, vale lembrar que isso não inclui falta de alimentos, ataques de predadores, acidentes, doenças, por um ambiente hostil ou alguma outra causa externa. Vale refletir se elas poderiam ter alguma noção de tempo no ambiente hipotético proposto neste texto.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Descobertas e consciência das descobertas.
Cada período de tempo vivido pela humanidade é marcado por um fenômeno cíclico o qual denomino “Descobertas e consciência das descobertas”. A cada período de tempo, os seres humanos se excedem, descobrem, constroem e criam coisas impressionantes.
Cada período de descoberta é seguido de um período caótico e auto-destrutivo, justamente porque as pessoas se sentem seguras e acomodadas com as descobertas que fizeram, sem se quer refletir o que aquilo pode causar negativamente, a única coisa que é pensada é o mérito do reconhecimento e em como aquilo afetaria positivamente a vida das pessoas.
Logo após surge um período de reflexão, onde as pessoas pensam no que foi inventado, e se aquilo realmente tráz algo de positivo. Não que todos pensem necessariamente a coisa certa, mas um nível maior de análise é requerido e estimulado. É nessa fase que estamos hoje, nós refletimos sobre aquecimento global, sobre o capitalismo, sobre os softwares livres e os pagos, sobre o buraco na camda de ozônio, sobre as nossas relações. Logo, uma massiva onda de idéias e reflexões toma conta das pessoas. Em poucas pessoas essa reflexão se desenvolve de verdade, alguns apenas utilizam essas reflexões do mesmo jeito que utilizam a propaganda: Estatísticas são mostradas e eles simplesmente acreditam no que olham e fazem o que é proposto.
Um exemplo bastante comum é o que vemos em nossos meios de mídia:
-Temos que reduzir o desmatamento e o aquecimento global! Pense no que deixarão para seus netos!
Em 1798, Thomas Malthus (Foto Abaixo) disse:
“A população cresce em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética.”
E o que vemos hoje é que produzimos alimento suficiente para alimentar muito mais pessoas do que as que habitam o planeta, a fome existe exclusivamente por problemas sociais e psicológicos de alguns. A idéia de extinguir um grupo de determinados animais ou recursos é bem aceitável, mas quando a idéia é transformada na extinção do ser humano, a coisa automaticamente e axiomaticamente é transformada em um desafio absurdamente complexo.(Claro que se torna fácil se for um alienígena que domina armas que possuem poderes devastadores, mas quando se trata de auto-destruição... a coisa fica difícil.)

O período de reflexão nos mostra como devemos utilizar o que descobrimos, porque utilizar e quando utilizar. Todo o nosso desenvolvimento passa a ser empregado da forma mais inteligente possível, até que nós chegamos no ápice do nosso período de reflexão e então o ciclo recomeça novamente. Pessoas começam a descobrir coisas maravilhosas que, no começo geram um pouco de repulsa em alguns como J.R.R. Tolkien (Foto abaixo)(O criador do livro “O senhor dos anéis” e “O Silmarillion”). mas como a propaganda sempre vence e as pessoas geralmente sofrem de falta de análise crítica, todos ficam encantados com tudo que é mostrado e novamente surgem problemas que no futuro serão refletidos e analisados, e esse problemas, novamente serão sanados.

E isso continuará por vários e vários séculos.
Cada período de descoberta é seguido de um período caótico e auto-destrutivo, justamente porque as pessoas se sentem seguras e acomodadas com as descobertas que fizeram, sem se quer refletir o que aquilo pode causar negativamente, a única coisa que é pensada é o mérito do reconhecimento e em como aquilo afetaria positivamente a vida das pessoas.
Logo após surge um período de reflexão, onde as pessoas pensam no que foi inventado, e se aquilo realmente tráz algo de positivo. Não que todos pensem necessariamente a coisa certa, mas um nível maior de análise é requerido e estimulado. É nessa fase que estamos hoje, nós refletimos sobre aquecimento global, sobre o capitalismo, sobre os softwares livres e os pagos, sobre o buraco na camda de ozônio, sobre as nossas relações. Logo, uma massiva onda de idéias e reflexões toma conta das pessoas. Em poucas pessoas essa reflexão se desenvolve de verdade, alguns apenas utilizam essas reflexões do mesmo jeito que utilizam a propaganda: Estatísticas são mostradas e eles simplesmente acreditam no que olham e fazem o que é proposto.
Um exemplo bastante comum é o que vemos em nossos meios de mídia:
-Temos que reduzir o desmatamento e o aquecimento global! Pense no que deixarão para seus netos!
Em 1798, Thomas Malthus (Foto Abaixo) disse:
“A população cresce em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética.”
E o que vemos hoje é que produzimos alimento suficiente para alimentar muito mais pessoas do que as que habitam o planeta, a fome existe exclusivamente por problemas sociais e psicológicos de alguns. A idéia de extinguir um grupo de determinados animais ou recursos é bem aceitável, mas quando a idéia é transformada na extinção do ser humano, a coisa automaticamente e axiomaticamente é transformada em um desafio absurdamente complexo.(Claro que se torna fácil se for um alienígena que domina armas que possuem poderes devastadores, mas quando se trata de auto-destruição... a coisa fica difícil.)

O período de reflexão nos mostra como devemos utilizar o que descobrimos, porque utilizar e quando utilizar. Todo o nosso desenvolvimento passa a ser empregado da forma mais inteligente possível, até que nós chegamos no ápice do nosso período de reflexão e então o ciclo recomeça novamente. Pessoas começam a descobrir coisas maravilhosas que, no começo geram um pouco de repulsa em alguns como J.R.R. Tolkien (Foto abaixo)(O criador do livro “O senhor dos anéis” e “O Silmarillion”). mas como a propaganda sempre vence e as pessoas geralmente sofrem de falta de análise crítica, todos ficam encantados com tudo que é mostrado e novamente surgem problemas que no futuro serão refletidos e analisados, e esse problemas, novamente serão sanados.

E isso continuará por vários e vários séculos.
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