A receita é simples, o contrato deve ser algo massante e de leitura impossível para o assinante, afinal, o assinante não pode saber que assinando este contrato, a maioria dos direitos dele podem ser retirados, se ele soubesse, talvez não assinaria o contrato.
“Cláusula 669ª. O cliente só pode executar a venda de acordo com a legislação vigente indicada no livro de amun-rá, Nº 3.456,Página 567, Parágrafo 5, Versículo 6 e com a indicação de pré-venda indicada no livro do apocalipse, Nº 67002.0, Página 1345, Parágrafo 15, Versículo 6, além de ser necessário agir de acordo com o procedimento descrito no Livro do caos, da página 234, Parágrafo 5, versículo 3 até a página 1670, parágrafo 30, versículo 8,5”
Aqui temos um contrato hipotético onde o cliente se encontra lendo a cláusula 669, após passar 15 anos de sua vida lendo as outras 668 cláusulas, veja como a leitura do contrato é simplificada, agora você só precisa ler o livro de amun-rá, Nº 3.456,Página 567, Parágrafo 5, Versículo 6; o livro do apocalipse, Nº 67002.0, Página 1345, Parágrafo 15, Versículo 6; e o Livro do caos, da página 234, Parágrafo 5, versículo 3 até a página 1670, parágrafo 30, versículo 8,5! Vamos lá, caro leitor do contrato! Estamos quase lá! Só faltam mais umas 300 cláusulas e mais uns 90 livros jurídicos!Nada que uns 20 anos de sua vida não resolvam!
Por outro lado vem a linguagem empregada nos contratos e livros jurídicos que são escritos em uma linguagem que só podem ser lidas por uma parcela de 0,3% da população! Viva a democracia!
A maior parte da população não tem acesso ao aprendizado de tal linguagem, deixando sua sorte cair nas mãos dos advogados e juízes, acho que alguns desses senhores nos diriam:
-Não temos culpa se usamos um método complexo para julgar a situação, não temos culpa de a maioria não entender!
Eu diria:
-Então eu começo a escrever em chinês e... eu não tenho culpa de vocês não entenderem, além do mais temos a idéia da democracia que deve ser de direitos pra todos, o direito de ler um contrato não deveria exceção.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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